26 de dez de 2016

Como salvar seu smartphone molhado em caso de 'mergulho acidental'


Se você está lendo este artigo, provavelmente é porque está passando pelo infeliz momento de ter que recuperar um smartphone que acabou mergulhado na água. Há também a possibilidade de você estar querendo se preparar para uma possível fatalidade futura. Seja qual for o caso, você está no lugar certo. Nós demos uma pesquisada na web e fizemos alguns testes para montar o melhor passo a passo a ser seguido depois que o seu celular cai n'água ou quando você derrama algum líquido nele.
Entretanto, antes de você conferir esse conteúdo, é importante avisar que não existem comprovações concretas de que essas práticas funcionam de verdade. São apenas ações lógicas a se realizar depois de recuperar o celular nessa situação. Portanto, não podemos nos responsabilizar por qualquer dano ao seu smartphone molhado. Mesmo assim, é interessante prestar atenção no que segue.
Passo 1
Quando seu celular cair na água, é necessário agir rápido: retire o aparelho de lá imediatamente. Quanto maior o tempo submerso, menores são as chances de ele voltar a funcionar. Alguns smartphones atualmente possuem proteção contra água e podem resistir por mais tempo, mas, caso o seu não seja à prova d’água, é necessário tirá-lo do líquido o mais rápido possível.
Se seu celular cair na privada, não tenha nojo! Meta a mão na massa (credo!) e tire seu smartphone de lá. É melhor ficar um mês lavando sua mão continuamente do que comprar um novo dispositivo. Qualquer segundo faz a diferença.
IMPORTANTE: se você tiver derrubado algum líquido no seu smartphone enquanto ele estava conectado à tomada, não toque nele antes de desligar os interruptores da casa. Você pode levar um choque.

Passo 2

Depois de recolher o dispositivo do ambiente molhado, é preciso desligá-lo imediatamente. Não fique brincando com ele para ver o que funciona e o que não funciona. Simplesmente desligue-o. Caso contrário, ele pode entrar em curto por conta da água nos seus circuitos e virar um peso de papel em um instante.
Remova a bateria se for possível e retire também cartões de memória de chips de operadora. Deixe os orifícios abertos para ajudar na secagem.
Caso você tenha derrubado seu celular em água salgada, depois de desligá-lo, é melhor dar uma lavadinha nele com água doce ou álcool para remover o excesso de sal. Esse elemento aumenta consideravelmente as chances de oxidação e, por isso, precisa ser retirado antes do processo de secagem.

Passo 3

Agora, é necessário secar o celular. É preferível usar toalhas de papel ou guardanapos que consigam absorver bem a água. Esfregue isso gentilmente sobre o celular e não sacuda o aparelho em hipótese alguma. Isso pode até fazer a água sair de alguns buraquinhos, mas, ao mesmo tempo, certamente vai fazer o líquido penetrar ainda mais e se espalhar dentro de outros.
Depois de usar os guardanapos e papel-toalha, procure um aspirador de pó para sugar a água que sobrou nas aberturas. Aspire cada entrada por 5 ou 10 minutos para se certificar de que toda a umidade foi removida. Só tome cuidado para não encostar o aspirador em partes mais sensíveis, como placas de circuitos expostas em aparelhos que permitem remover a bateria.
Não use secadores de cabelo de jeito nenhum, nem no quente nem no frio. Em vez de eliminar a água, o vento causado a empurra mais para dentro e a espalha. Com isso, as chances de alguma coisa oxidar lá dentro aumentam, e seu celular pode acabar não sobrevivendo.
Não coloque o aparelho no sol para secar, muito menos o enfie no forno ou no micro-ondas. O calor danifica aparelhos eletrônicos e pode fazê-los explodir.

Passo 4

Salvo o caso de você ter derrubado seu celular na água do mar, não mergulhe seu dispositivo no álcool. Esse líquido realmente evapora rápido e ajuda a remover a água, mas esse álcool que encontramos no mercado possui uma porcentagem considerável de água em sua composição. Ou seja, se você mergulhar seu aparelho em um pote com álcool, em vez de melhorar a situação, ele pode acabar sendo ainda mais danificado.
Fora isso, se seu aparelho não permitir a remoção da bateria, é muito perigoso colocá-lo no álcool. Se a célula de energia entrar em curto por conta da água que ficou acumulada e explodir, o álcool vai transformar essa sua gambiarra numa verdadeira bomba. Ou seja, é muito perigoso lidar com esse tipo de coisa em casa.

Passo 5

Depois de secar seu smartphone com as toalhas de papel e com o aspirador de pó, é interessante procurar uma forma de eliminar os últimos vestígios de umidade que provavelmente ainda habitam as entranhas do seu aparelho. A melhor saída nessa situação é comprar sílica em gel ou em grãos e mergulhar seu smartphone nela. 
A melhor saída nessa situação é comprar sílica em gel ou em grãos e mergulhar seu smartphone nela
Esse e outros materiais “dessecantes” conseguem sugar a umidade com muita eficiência. Dá para comprar isso na internet ou em petshops, pois serve como areia de gato, e não é muito caro, não.
Se você não tiver sorte com nenhuma dessas opções de compra, o jeito é recorrer ao bom e velho arroz cru. Mergulhe seu aparelho em um pote de arroz, mas se certifique de escolher bem o arroz.
Ele tem que ser “limpinho”, daqueles sem muito pó solto nem farelos. A ideia é evitar que esses restos entrem no seu smartphone e possam causar problemas posteriormente. Por conta disso, nós não recomendamos usar farinha e outras coisas com grãos muito pequenos.
Deixe seu celular dentro da sílica em gel por pelo menos 24 horas seguidas, caso ele tem levado apenas um banho. Se ele tiver mergulhado, considere mantê-lo ali descansando por mais tempo.

Passo 6

Deixe o telefone desligado por alguns dias
A pior coisa que você pode ter em uma situação em que seu celular foi parar na água é ter pressa para usá-lo novamente. Deixe o telefone desligado por alguns dias para que o líquido seja removido completamente. Pense em um tempo mínimo de um dia para acidentes que não envolveram mergulhos. Se ele caiu dentro d’água, é bom deixar o celular secando por pelo menos uma semana dentro da sílica em gel.
Se você ligar o aparelho, e ele ainda tiver água dentro, é possível que algum curto-circuito aconteça e algum componente seja danificado definitivamente. Aí, é muito provável que seu smartphone vire um peso de papel.

Passo 7

Quando você achar que já passou o tempo necessário com o smartphone secando, ligue-o de novo. Tenha cuidado para não fazer isso dentro de casa, perto da sua cama ou de uma cortina, por exemplo. Se o dispositivo explodir, você não vai querer causar um incêndio. O ideal é religar pela primeira vez no lado de fora, ao ar livre.
Se o dispositivo explodir, você não vai querer causar um incêndio
Se você apertar o botão Power e nada acontecer, pode ser que a bateria tenha se descarregado. Procure um powerbank para dar um pouco de carga ao smartphone e ver se ele liga.
Só depois de constatar que tudo está funcionando perfeitamente bem é que você vai conectar esse aparelho diretamente na tomada. Com isso, você evita acidentes mais graves relacionados à eletricidade.
Isso é sim um pouco exagerado, mas é melhor prevenir do que remediar. Depois que o Note 7 provou ao mundo que um celular pode colocar fogo em casas inteiras, carros e por aí vai, é interessante se precaver.
***
Para finalizar, vamos avisar mais uma vez: não há nenhuma comprovação científica para esses métodos, e cada celular reage de uma forma diferente quando acaba ficando molhado. Portanto, esses passos que demonstramos são mais boas práticas a serem consideradas quando seu celular dá um mergulho acidental do que um tutorial definitivo. Sendo assim, não podemos nos responsabilizar pelos danos que seu aparelho pode sofrer.
Se você ficar na dúvida, leve seu smartphone para a assistência técnica. Lá eles vão desmontar o dispositivo e secar peça por peça, além de remover eventuais oxidações que possam ter se formado por conta do contato com a água.
Fonte: Tecmundo.

iOS 10.2 piora problema de bateria dos iPhones, dizem usuários

A atualização do iOS para a versão 10.2 parece trazer, além de novos emojis, alguns problemas mais sérios. De acordo com a Forbes, a nova versão do sistema operacional dos iPhones fez com que mais dispositivos da empresa começassem a apresentar um problema que fazia com que eles se desligassem com cerca de 30% da bateria sobrando.
Esse problema começou a aparecer na versão 10.1 do sistema operacional. Usuários reclamavam que, ao chegar a 30% de bateria, os seus iPhones "pulavam" de repente para 1% e se desligavam imediatamente. O problema afetava todos os dispositivos, com exceção dos iPhones 7 e 7 Plus, mas segundo o Ubergizmo ocorria com mais frequência no iPhone 6s.
Não resolveu
Uma correção para o problema chegou a ser lançada pela Apple na versão 10.1 do sistema. No entanto, alguns usuários alegaram que a mudança não melhorava seus aparelhos. A versão 10.2, por sua vez, parece não apenas trazer de volta o problema, como também fazer com que ele aconteça em mais dispositivos.
De acordo com uma discussão de 62 páginas no fórum de suporte da Apple, o problema vem afetando dispositivos desde o iPhone 5. "iOS 10.2 piorou o problema", disse um usuário. "A porcentagem de bateria parece ficar presa em um nível por um tempo, mesmo com aplicativos pesados como Pokémon Go rodando, e depois cai diferentes porcentagens em diferentes momentos. É realmente aleatório", afirmou.
A Apple não chegou a comentar o caso. No entanto, usuários que estavam inscritos no programa de testes beta da empresa afirmaram também que a versão beta da iOS 10.2.1 está resolvendo o problema.