16 de jan. de 2026

Afinal quanto vai a Apple pagar à Google para usar o Gemini na Siri?

 Depois de muito tempo sem uma orientação clara sobre o seu futuro na IA, a Apple acabou por tomar um rumo. Desistiu, pelo menos por agora, de ter a sua IA e irá usar o Gemini da Google para alimentar a nova Siri. Apesar de ser um negócio com peso importante na indústria, faltava uma informação, o valor acordado. Este surge agora e mostra como a Google vai ficar bem.

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Os detalhes financeiros da colaboração maciça que está a mudar o equilíbrio no mundo da tecnologia finalmente foram divulgados. A proposta da Apple à Google para a próxima geração da Siri e as capacidades de Inteligência Artificial da Apple tem sido uma verdadeira mina de ouro para a gigante das pesquisas. Segundo as análises, esta parceria abre um enorme fluxo de receitas que trará imensa riqueza à Google.

A informação surge agora, de fontes que falaram ao Financial Times e estimativas de analistas de renome. Adiantaram que o contrato de computação em nuvem da Apple com a Google para utilizar os modelos de IA Gemini pode valer a impressionante quantia de 5 mil milhões de dólares.

5 mil milhões para usar a IA do Gemini

Em vez de gastar centenas de milhares de milhões de dólares para construir a sua própria infraestrutura de IA, a Apple abriu os cofres para alugar a poderosa e já disponível tecnologia da Google. Este acordo inverte também o fluxo de dinheiro entre as duas gigantes. Durante anos, a Google pagou à Apple aproximadamente 20 mil milhões de dólares anuais para ser o motor de busca padrão nos iPhones. 

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Agora, a situação inverteu-se de forma muito interessante para o mercado. A Apple, não querendo ficar atrás na corrida da IA, está a pagar milhares de milhões de dólares à Google. Os especialistas interpretam isto como a estratégia da Apple de “pagar pela tecnologia em vez de competir com os gigantes”.

OpenAI perde destaque importante na Siri

Esta transferência milionária de recursos acendeu o alerta para o outro parceiro da Apple, a OpenAI. O analista Gene Munster fez uma afirmação bombástica: “Alimentar dois modelos grandes não é economicamente viável, e a integração com o ChatGPT pode esgotar-se com o tempo”. Parece que a Apple investiu o seu futuro e o seu dinheiro no Gemini, da Google.

Quem acaba por ficar fora desta corrida é o grande rival da Google no campo da IA, a OpenAI. Não existe uma razão avançada para este cenário, mas certamente que as relações passadas entre as duas gigantes terá tido peso.

Fonte: Pplware.

14 de jan. de 2026

Apple oficializa aliança com a Google para usar o Gemini na Siri

 A Apple confirmou oficialmente a sua colaboração com a Google num movimento que irá integrar os modelos de inteligência artificial (IA) Gemini para potenciar futuras funcionalidades da Apple Intelligence e da assistente virtual Siri.

Aliança tecnológica de peso

A confirmação surgiu através de um comunicado enviado à CNBC, no qual a Apple esclareceu a sua decisão:

Após uma avaliação cuidada, determinámos que a tecnologia da Google fornece a base mais capaz para os Apple Foundation Models e estamos entusiasmados com as novas experiências inovadoras que irá desbloquear para os nossos utilizadores.

Do lado da Google, a confirmação chegou através de uma publicação no X, detalhando a natureza do acordo: trata-se de uma "colaboração plurianual" onde a próxima geração dos Apple Foundation Models será desenvolvida sobre os modelos Gemini e a tecnologia de nuvem da Google.

A publicação reforça que esta parceria irá alimentar futuras funcionalidades da Apple Intelligence, incluindo uma Siri mais personalizada que será lançada ainda este ano. Importa salientar que, segundo o comunicado, o processamento continuará a ser efetuado nos dispositivos da empresa da maçã e na sua nuvem privada (Private Cloud Compute), garantindo os "padrões de privacidade líderes da indústria" da empresa.

O futuro da Siri e da Apple Intelligence

Este anúncio contextualiza as novidades apresentadas na WWDC 2024, onde a Apple revelou o ecossistema Apple Intelligence. A par desta novidade, foi anunciada uma versão profundamente renovada da Siri, dotada de maior contexto pessoal, capacidade para executar ações dentro de aplicações e uma maior perceção do que está no ecrã.

Contudo, o lançamento desta versão renovada da Siri foi adiado. Em declarações feitas no passado mês de maio, a Apple admitiu que a implementação destas funcionalidades estava a demorar mais do que o previsto, adiando a sua chegada aos utilizadores. A integração da tecnologia Gemini surge, assim, como a peça fundamental para concretizar essa visão.

A oficialização desta parceria vem solidificar meses de reportagens e rumores, maioritariamente avançados por Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo as informações divulgadas por Gurman, o acordo poderá valer à Google cerca de mil milhões de dólares anuais pelo acesso aos seus modelos Gemini.

A Bloomberg avançou também que a nova Siri será alimentada por um modelo de IA com 1,2 biliões de parâmetros, o que permitirá um salto qualitativo significativo nas suas capacidades.

Fonte: Pplware.

“Are You Dead?” torna-se a app paga mais descarregada da App Store na China

 Uma aplicação com um nome provocador está a ganhar destaque na China e já lidera o topo das apps pagas da App Store, refletindo mudanças sociais profundas no país.

Ilustração da utilização da app app Are You Dead? na China

Are You Dead? uma app simples com um propósito sério

app Are You Dead? baseia-se num conceito direto. O utilizador tem de confirmar regularmente que está bem, através de um simples toque num botão, geralmente a cada dois dias.

Caso não haja confirmação dentro do prazo definido, a aplicação contacta automaticamente uma pessoa de emergência previamente indicada, alertando para uma possível situação de risco.

 

Popularidade impulsionada por quem vive sozinho

Lançada em maio do ano passado sem grande impacto inicial, a aplicação explodiu em popularidade nas últimas semanas. O crescimento está sobretudo ligado a jovens adultos que vivem sozinhos em grandes cidades chinesas.

Segundo dados citados pela BBC, estima-se que a China tenha cerca de 200 milhões de lares unipessoais até 2030, um número que ajuda a explicar o sucesso da app.

Um jogo de palavras com raízes culturais

O nome da aplicação não é inocente. Em chinês, “Are You Dead?” é um jogo fonético com uma popular app de entrega de comida chamada “Are you Hungry?”, criando um contraste irónico entre quotidiano e sobrevivência, algo que ajudou à sua viralização.

Disponível fora da China com outro nome

Fora da China, a aplicação está disponível sob o nome Demumu. Nos Estados Unidos, já ocupa o sexto lugar entre as apps pagas da App Store, com um preço de 0,99 euros, demonstrando que a ideia também encontra eco noutros mercados.

Apple poderá integrar algo semelhante no iOS?

A crescente popularidade de Are You Dead? levanta questões sobre o futuro das funcionalidades de segurança digital.

A Apple já oferece um sistema de “Verificação” nas mensagens do iOS, mas sem verificações periódicas automáticas. A tendência poderá levar a empresa a expandir este tipo de funcionalidades, adaptando-as a uma sociedade cada vez mais individualizada.

Uma app simples, mas que expõe uma realidade social complexa e cada vez mais presente.

Fonte:Pplware.

Apple superou a Samsung e liderou as vendas de smartphones em 2025

 Em 2025, a Apple liderou o mercado com uma quota de mercado de 20%, a maior entre as cinco principais marcas, apoiada por uma procura sólida em mercados emergentes e de média dimensão e por vendas fortes da série iPhone 17, segundo a Counterpoint Research.

A Apple e a Samsung têm passado os últimos anos a disputar o topo do mercado global de smartphones, muitas vezes separadas por margens muito curtas.

Em 2025, no entanto, a Apple liderou, conforme vinha a ser previsto. Embora o ano não tenha sido mau para a Samsung, houve várias razões para ter sido melhor para a sua maior rival.

Apple vendeu mais em 2025 do que a Samsung

As vendas globais de smartphones cresceram 2% em termos homólogos, em 2025, impulsionadas por uma procura mais forte e por um maior dinamismo económico nos mercados emergentes, segundo a Counterpoint Research.

Conforme citado pela Reuters, a Apple liderou o mercado com uma quota de 20%, a maior entre as cinco principais marcas.

De acordo com Varun Mishra, analista da Counterpoint, a liderança foi apoiada por uma procura sólida em mercados emergentes e de média dimensão, bem como por vendas fortes da série iPhone 17.

As fabricantes anteciparam os envios, no início do ano, por forma a adiantarem-se às tarifas que viriam a ser impostas. Contudo, esse efeito foi perdendo força ao longo do ano, deixando os volumes da segunda metade do ano praticamente inalterados.

A seguir à Apple ficou a Samsung, em segundo lugar, com uma quota de 19% e um crescimento modesto das vendas. Em terceiro, a Xiaomi, com 13% de quota, suportada por uma procura estável nos mercados emergentes.

Segundo Tarun Pathak, diretor de investigação da Counterpoint, espera-se que o mercado global de smartphones abrande, em 2026, devido à escassez de chips e ao aumento dos custos dos componentes, à medida que as fabricantes de semicondutores dão prioridade a centros de dados de Inteligência Artificial em detrimento dos smartphones.

Como a Apple ultrapassou a Samsung?

A vantagem da Apple, em 2025, deveu-se a vários fatores. Em primeiro lugar, a procura aumentou nos mercados emergentes e de média dimensão, impulsionada por opções de financiamento e por uma mudança mais ampla para dispositivos premium.

A Apple beneficiou, também, de dois impulsos: o iPhone 17 ganhou tração, enquanto o iPhone 16 continuou a vender bem em mercados como o Japão, a Índia e o Sudeste Asiático.

A isto juntou-se um ciclo de substituição que era adiado desde a COVID-19, arrancando finalmente e dando à Apple vários motores de crescimento ao mesmo tempo, segundo o Android Authority.

Por sua vez, a Samsung registou uma procura estável pela série Galaxy A e um melhor desempenho dos seus modelos premium Galaxy S e dobráveis.

Contudo, a pressão em regiões como a Europa Ocidental e a América Latina limitou o seu potencial, mesmo com um dinamismo mais forte noutros mercados centrais.

Fonte: Pplware.