26 de fev. de 2026

iPhone e iPad recebem aprovação histórica da NATO para tratar informações classificadas

 A Apple anunciou oficialmente que o iPhone e o iPad se tornaram os primeiros e únicos dispositivos de tecnologia de consumo autorizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) a tratar informações classificadas até ao nível “Restricted” sem necessidade de software adicional ou configurações especiais.

O que significa “informações classificadas até NATO Restricted”?

No contexto das organizações internacionais e militares, informações classificadas são divididas em níveis, sendo “Restricted” um dos níveis que exige medidas elevadas de proteção contra acesso não autorizado, interceptação ou fuga de dados.

A autorização agora concedida significa que, tecnicamente, as versões mais recentes do iOS 26 e iPadOS 26 preenchem os requisitos de segurança definidos pelos Estados membros da NATO para tratar estes dados de forma segura.

Segundo a NATO Information Assurance Product Catalogue, a inclusão dos dispositivos Apple significa que as suas capacidades nativas de segurança foram oficialmente reconhecidas pelas autoridades de segurança da aliança militar, algo inédito para dispositivos de consumo gerais.

Como foi obtida esta certificação?

A certificação foi conduzida com base em uma avaliação detalhada liderada inicialmente pelo Bundesamt für Sicherheit in der Informationstechnik (BSI), a autoridade alemã de segurança de informação, que já tinha aprovado, em 2025, o uso de iPhone e iPad para dados governamentais classificados na Alemanha.

Esse processo de avaliação envolveu testes de segurança aprofundados, análises técnicas exaustivas e validação de mecanismos de proteção integrados ao sistema operativo e ao hardware, com o objetivo de confirmar que as medidas de segurança da Apple são robustas o suficiente para ambientes sensíveis.

O que distingue o iPhone e iPad de outros dispositivos?

De acordo com o comunicado oficial da Apple, a chave para esta aprovação reside em arquiteturas de segurança construídas desde o início no design dos dispositivos, incluindo:

  • Criptografia avançada dos dados em trânsito e em repouso, capaz de proteger informações mesmo no caso de captura física do dispositivo;
  • Autenticação biométrica (Face ID e Touch ID), que reforça o controlo de acesso sem comprometer usabilidade;
  • Mecanismos como o Memory Integrity Enforcement, que dificultam ataques de nível profundo ao sistema operativo;
  • Capacidades integradas de hardware e software Apple Silicon que garantem integridade desde o arranque até à execução de aplicações.

Segundo a empresa, nenhum outro dispositivo de consumo geral alcançou até agora esta certificação de conformidade com os requisitos de garantia de informação da NATO, o que reforça a perceção de que a Apple lidera este segmento em segurança móvel.

Limites e condições da certificação

Importa sublinhar que esta aprovação não significa que qualquer pessoa com um iPhone possa aceder ou armazenar dados altamente confidenciais.

A certificação aplica-se ao uso controlado em ambientes autorizados e geridos institucionalmente por agências ou forças militares que operam sob regras de segurança rigorosas.

Além disso, a designação “Restricted” representa um nível de classificação abaixo de patamares mais sensíveis como “Secret” ou “Top Secret”; ou seja, o iPhone e o iPad estão autorizados apenas para certos escalões de informação restringida pela NATO, não para todos os níveis de dados classificados possíveis.

Impacto no mercado e nas instituições

Esta certificação pode ter implicações profundas:

  1. Simplificação de processos de aprovação nos estados membros da NATO, reduzindo a necessidade de soluções de hardware altamente especializadas e customizadas;
  2. Potencial expansão de contratos governamentais e militares, dado que organismos estatais poderão adotar dispositivos Apple como parte integrante da sua infraestrutura de comunicação segura;
  3. Pressão competitiva sobre outros fabricantes, como Samsung e Google, para alcançar certificações semelhantes e competir no segmento de segurança governamental.

Perspetiva estratégica

Apple tem consistentemente enfatizado a segurança como um dos pilares da sua proposta de valor para consumidores e clientes corporativos.

Esta aprovação da NATO é um reconhecimento externo dessa estratégia, e pode abrir portas para novos paradigmas de confiança digital, onde dispositivos móveis de uso corrente passam a integrar fluxos de trabalho críticos em ambientes altamente regulados.

Fonte: Pplware

Apple voltou a ser multada no Brasil por vender o iPhone sem carregador

 A Apple tem tido problemas no Brasil com o iPhone. As multas e as situações têm-se acumulado, por supostamente a gigante não cumprir as regras do país. A maioria dos casos tem a ver com a ausência do carregador, o que está agora valer mais uma multa à Apple.

iPhone Brasil Apple carregador

Apple voltou a ser multada no Brasil

As autoridades de defesa do consumidor do estado brasileiro de Alagoas multaram a Apple em 101.627,50 reais (aproximadamente 18.000 euros) por vender iPhones sem o que descreveramcomo “um item indispensável para o uso regular do produto”.

Tal como noticiado pelo Alagoas 24 Horas, as entidades reguladoras argumentam que a decisão da Apple de retirar o adaptador de corrente da caixa do iPhone viola o Código de Defesa do Consumidor do Brasil. A Procon-AL, o órgão de defesa do consumidor do estado, já veio a público justificar esta decisão.

Avançaram que, na sua avaliação, constataram que, “ao transferir para o consumidor o ónus de ter de comprar, em separado, um artigo indispensável à utilização adequada do produto, a empresa viola os princípios da boa-fé objetiva, da transparência e da vulnerabilidade do consumidor”.

iPhone Brasil Apple carregador

Tudo por vender o iPhone sem carregador

Inicialmente, a Procon-AL fixou a multa em cerca de 12.000 dólares, mas depois aumentou-a para aproximadamente 20.000 dólares. Para justificar a mudança, citou fatores agravantes de acordo com a legislação brasileira e a falta de empenho da Apple em resolver a queixa.

Esta não é a primeira vez que a Apple se vê envolvida em problemas no Brasil por não incluir o carregador na caixa do iPhone. Em 2022, o Ministério da Justiça brasileiro ordenou a suspensão das vendas do iPhone no país devido ao mesmo problema. A medida foi tomada um ano depois de a Apple ter sido multada em cerca de 2 milhões de dólares pela mesma prática.

Com base na decisão mais recente, a subsidiária brasileira da Apple tem agora 20 dias para recorrer desta decisão. Caso o recurso seja negado, o valor da coima será novamente ajustado com base no índice de inflação IPCA-E do Brasil, sendo certamente aumentado para uma marca superior.

Fonte: Pplware.

Apple: este recurso do iOS será fundamental para a nova tecnologia de inteligência artificial

 A Apple continua a reforçar a aposta na inteligência artificial, preparando uma nova geração de experiências mais contextuais e conscientes do que rodeia o utilizador. No centro dessa estratégia está uma funcionalidade já conhecida, mas que deverá ganhar um papel determinante nos próximos produtos e serviços da empresa: a Visual Intelligence ou Inteligência visual.

Imagem da inteligência artificial da Apple ao serviço da inteligência visual no iOS

Inteligência visual deverá ser central na nova estratégia de IA da Apple

A Apple apresentou ano passado a Visual Intelligence (Inteligência visual), uma funcionalidade-chave da sua plataforma Apple Intelligence. Com ela, é possível utilizar a inteligência artificial da Apple e modelos de linguagem de terceiros para compreender o mundo à sua volta.

Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, na newsletter Power On, esta poderá tornar-se a peça central da próxima geração de tecnologia de IA da empresa, numa altura em que o CEO Tim Cook continua a destacar a importância desta funcionalidade.

Durante a primeira apresentação de resultados do ano, Cook revelou quais as quatro funcionalidades de IA mais utilizadas pelos utilizadores de iPhone, sendo que, segundo o próprio, a mais importante é precisamente a Inteligência visual.

Gurman refere que, quando Tim Cook dá especial destaque a uma tecnologia específica, normalmente está a antecipar o rumo da Apple. No passado, falou de tecnologias de sensores antes do lançamento do Apple Watch, ou de realidade aumentada antes da apresentação do Apple Vision Pro.

Apesar de já existir há algum tempo, a Inteligência visual deverá tornar-se ainda mais relevante com a renovação da Siri. A nova versão do assistente virtual deverá chegar por volta do iOS 26.5 ou iOS 27, acompanhada por três novos dispositivos Apple que poderão ser apresentados até ao final do ano.

O que é a Inteligência visual e como vai evoluir

A Inteligência visual permite aprender mais sobre locais e objetos à sua volta. Ao apontar a câmara para algo, é possível adicionar informações de um folheto ao calendário, ligar para um negócio, traduzir conteúdos ou consultar o site de um café.

Com o iOS 26, a Apple reforçou esta funcionalidade com uma nova pesquisa baseada em capturas de ecrã. Ao tirar um screenshot, o sistema sugere funcionalidades semelhantes, permitindo também pesquisar produtos no Google ou Pinterest através de um gesto de seleção, ou colocar questões à Apple Intelligence ou ao ChatGPT com base no objeto destacado.

Agora, Mark Gurman afirma que a Apple pretende melhorar a Inteligência visual com a capacidade de diferenciar itens e ingredientes quando fotografa um prato de comida.

Existem igualmente planos para evoluir as indicações de navegação passo a passo, não apenas indicando a distância até à próxima mudança de direção, mas também mostrando exatamente para onde deve seguir com base em pontos de referência. O sistema poderá ainda lembrar o utilizador de determinados objetos ou locais enquanto caminha.

A Apple pretende também depender cada vez mais dos seus próprios modelos de IA, reduzindo a dependência exclusiva do ChatGPT para responder a perguntas adicionais.

Três novos produtos deverão depender desta tecnologia

Embora estas novas experiências funcionem em modelos de iPhone já compatíveis com a Apple Intelligence, a empresa acredita que a Inteligência visual poderá tornar-se uma parte central de novos óculos inteligentesAirPods com câmara e um acessório em formato pendente com inteligência artificial.

Segundo Gurman, os óculos inteligentes da Apple irão depender da nova Siri e deverão utilizar materiais mais premium e mais câmaras do que as propostas atuais da Meta.

Algumas dessas câmaras servirão para fotografar e gravar vídeo, enquanto outras funcionarão como sensores visuais do ambiente envolvente.

Já os AirPods com câmaras, também alvo de rumores, deverão recorrer a sensores infravermelhos para compreender o espaço à volta do utilizador, permitindo até controlos realizados no ar. A Inteligência visual será essencial para ambos os produtos.

Por fim, a Apple estará a desenvolver um dispositivo semelhante ao AI Pin. No entanto, ao contrário da Humane, a empresa deverá posicioná-lo como um acessório do iPhone.

Os rumores indicam que terá dimensões próximas de uma AirTag, integrando duas câmaras e três microfones. O dispositivo será capaz de captar conteúdos multimédia e reproduzir áudio através dos seus próprios altifalantes.

Todos estes equipamentos deverão oferecer funcionalidades semelhantes, mas em formatos distintos, permitindo ao utilizador escolher como pretende interagir com esta nova experiência baseada em Inteligência visual.

Embora possam começar a surgir já no final de 2026, o sucesso dependerá da evolução da nova Siri, que deverá recorrer também aos modelos Gemini da Google.

Fonte: Pplware.