19 de mar. de 2026

Centenas de milhões de iPhones vulneráveis apenas ao visitar um website

 Semanas depois de a Google ter descoberto um kit para piratear o iPhone, surgiu uma nova ferramenta. Investigadores da Google revelaram a existência do DarkSword, uma técnica que permite aos atacantes comprometer os dispositivos iOS simplesmente acedendo a um website. Especialistas afirmam que esta ferramenta pode afetar centenas de milhões de utilizadores.

iPhone hackers website DarkSword vulnerabilidade

De acordo com várias publicações de investigadores, o DarkSword é uma vulnerabilidade que funciona como um ataque de watering hole, uma técnica na qual os hackers infetam sites legítimos para comprometer os dispositivos das suas vítimas. Neste caso, qualquer iPhone vulnerável apenas precisa de carregar a página para que o atacante obtenha acesso ao telefone.

Ao contrário dos spywares convencionais, o DarkSword não instala qualquer ficheiro no dispositivo. A ferramenta emprega técnicas de malware sem ficheiros que envolvem o sequestro de processos do sistema operativo para roubar dados.

O DarkSword explora seis vulnerabilidades distintas distribuídas por duas cadeias de ataque separadas, que vão desde o motor de renderização WebKit até ao kernel do iOS. De acordo com os engenheiros de segurança, o exploit opera nos primeiros minutos, extraindo o máximo de dados possível e desaparecendo após o reset do dispositivo. Como não instala ficheiros, deixa poucos vestígios, dificultando a deteção.

iPhone hackers website DarkSword vulnerabilidade

DarkSword deixa hackers atacar facilmente

Assim que um utilizador visita um site infetado, os hackers podem roubar uma quantidade impressionante de dados. Isto inclui mensagens de texto, histórico de chamadas, palavras-passe Wi-Fi, histórico de navegação e localização, e informações de carteiras de criptomoedas. Terão ainda acesso aos registos do iMessage, WhatsApp e Telegram, dados do Calendário e da app Notas, além das suas informações do Apple Health.

Segundo com o Grupo de Inteligência de Ameaças da Google, o Darksword tem sido utilizado desde pelo menos novembro de 2025 por diversos agentes, incluindo fornecedores de spyware e grupos de espionagem patrocinados por estados. Foram detetadas campanhas ativas visando a Arábia Saudita, Turquia, Malásia e Ucrânia.

O caso mais documentado envolve o UNC6353, um grupo de espionagem russo que utilizou a ferramenta Coruna em sites ucranianos, incluindo um servidor governamental. Nos casos da Turquia e da Malásia, a Google identificou a utilização do DarkSword pelos clientes da PARS Defense, uma empresa turca de segurança e vigilância.

iPhone hackers website DarkSword vulnerabilidade

Basta visitar um website para explorar a vulnerabilidade

Um pormenor impressionante no relatório é que os hackers deixaram o código do DarkSword completamente exposto, sem qualquer tipo de ofuscação. Os comentários explicativos em inglês, incluindo o nome da ferramenta, estavam acessíveis a qualquer pessoa que visitasse os sites infetados.

Como é visto na Coruna, esta ferramenta explora vulnerabilidades em telefones que não têm a versão mais recente do sistema operativo. A equipa de investigação revelou que o DarkSword afecta dispositivos com iOS 18.4 a iOS 18.7. De acordo com dados da Apple, estas versões estão ainda presentes em aproximadamente 270 milhões de iPhones em todo o mundo.

A boa notícia é que a Apple já corrigiu todas as vulnerabilidades com o lançamento do iOS 26. A gigante tecnológica lançou também atualizações de emergência para modelos mais antigos que não são compatíveis com a versão mais recente do sistema operativo.

Fonte: Pplware.

Apple lança AirPods Max 2: tradução em tempo real e Cancelamento Ativo de Ruído melhorado

Pouco mais de cinco anos após o lançamento dos AirPods Max originais, em dezembro de 2020, a Apple lança os AirPods Max 2, com todas as funcionalidades dos AirPods Pro que lhes faltavam, além de "melhor Cancelamento Ativo de Ruído e qualidade de som superior". Chegou, também, a opção de Tradução em Tempo Real.

Apple AirPods Max 2Com todas as funcionalidades dos AirPods Pro que faltavam ao modelo Max, os AirPods Max 2 incluem o chip H2 para auscultadores da Apple, além de um novo "amplificador de alta gama dinâmica" para melhorar o áudio.

Este chip H2 traz um largo leque de novas funcionalidades para este modelo, incluindo os seguintes:

  • Áudio Adaptativo, para que o modo Transparência se ajuste automaticamente e bloqueie alguns sons desnecessários;
  • Consciência de Conversa, que permite aos auscultadores deixar entrar o som quando se começa a falar com alguém;
  • Redução de Sons Altos e Volume Personalizado, que ajudam a proteger a audição e a manter o perfil de som ao gosto de cada utilizador.

A opção de Tradução em Tempo Real, agora presente, permite que os AirPods reproduzam nos ouvidos do utilizador uma versão traduzida do que alguém diga, caso esteja numa língua suportada.

Além disso, os AirPods Max 2 chegam com Isolamento de Voz, que visa melhorar a qualidade das chamadas em ambientes ruidosos e "gravação de áudio com qualidade de estúdio", diretamente através dos microfones dos auscultadores.

Apple AirPods Max 2

Com os AirPods Max 2 é possível responder a certas coisas que a Siri diz com um aceno de cabeça ou abanando-a, sendo possível controlar a câmara do iPhone através da Digital Crown.

ANC melhorado nos novos AirPods Max 2 da Apple

Segundo a Apple, o Cancelamento Ativo de Ruído (em inglês, ANC) é agora "até 1,5 vezes mais eficaz do que na geração anterior".

Apesar de a empresa não ter esclarecido se houve alterações aos drivers de áudio nos AirPods Max 2, afirma que existe um "novo amplificador de alta gama dinâmica" com o objetivo de oferecer o mesmo tipo de assinatura sonora dos AirPods Max anteriores, mas mais limpa.

Sem suporte para áudio sem fios de resolução mais alta, os AirPods Max 2 chegam com suporte para Hi-Res Audio de 24-bit/48kHz através de USB-C.

De acordo com a informação divulgada pela Apple, haverá menor latência sem fios ao jogar no Game Mode em dispositivos Apple compatíveis.

Com 386,2 gramas, os novos AirPods Max 2 prometem 20 horas de autonomia, com áudio espacial e ANC ativados.

Disponibilidade e preço

Os novos AirPods Max 2 estão disponíveis por 579 euros, com encomendas a partir de 25 de março e disponibilidade a partir do início de abril, segundo a Apple.

Os auscultadores melhorados da Apple estão disponíveis nas cores Azul, Roxo, Meia-noite, Luz das estrelas e Laranja.

 Fonte: Pplware

É possível correr o sistema operativo Windows no novo MacBook Neo?

 A tecnológica Parallels assegurou recentemente que o seu popular software de virtualização já funciona no novo MacBook Neo. Esta confirmação dissipa as incertezas sobre o potencial do portátil mais acessível da Apple para lidar com o ecossistema Windows.

Apesar de o MacBook Neo estar equipado com o processador A18 Pro - o mesmo componente que estreou no iPhone 16 Pro - a sua base tecnológica é idêntica à dos chips da série M utilizados nos computadores mais potentes da marca. Graças a esta arquitetura ARM partilhada, a Parallels confirmou que o seu software consegue executar máquinas virtuais de forma estável.

No entanto, a empresa ressalva que o desempenho total do sistema ainda se encontra sob avaliação técnica.

Embora a compatibilidade seja uma realidade, existem limitações físicas que os utilizadores devem considerar. O MacBook Neo dispõe de apenas 8GB de memória RAM, o que representa um desafio considerável, uma vez que o Windows 11 requer, pelo menos, 4GB para funcionar minimamente.

Esta divisão de recursos deixa uma margem muito estreita para o macOS operar em simultâneo, resultando inevitavelmente numa perda de fluidez durante a utilização de várias aplicações.

As recomendações para utilizadores avançados

Somando-se a isto, o facto de este modelo não possuir ventoinhas de arrefecimento implica que o processador reduzirá a sua frequência de resposta sempre que detetar cargas de trabalho elevadas. Esta característica torna o dispositivo pouco aconselhável para quem pretende realizar tarefas de elevada exigência gráfica ou de processamento em ambiente Windows.

Para aqueles que necessitam de utilizar o Windows de forma regular e intensiva num Mac, a recomendação da Parallels é clara: deve optar-se por máquinas com um mínimo de 16GB de memória unificada.

Modelos como o novo MacBook Air M5 ou o MacBook Pro são apontados como as soluções ideais para garantir a estabilidade necessária.

Fonte: Pplware.